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4.02.2013

A primeira viagem em Portugal: Fátima e Óbidos.


Não vai dar mesmo preu contar tudo o que já passei por aqui. Enrolada do tanto que estou, se eu não começar logo a postar em um tempo mais próximo do tempo real, vou me perder para sempre. Bem trágico assim mesmo, hahaha. Vou voltar no tempo só mais um pouco para contar algo que não posso deixar passar em branco, e o próximo post já sera sobre a minha viagem à Serra da Estrela na semana santa.

O que quero contar é a nossa primeira road trip por Portugal. Primeiro preciso apresentar mais dois personagens das minhas aventuras por aqui: a Fabiana - uma paulista -, e o Lucas - um nordestino arretado. Eu, a Lu, o Rodrigo e os novos personagens alugamos um carro e nos juntamos para uma viagem de um dia para Fátima e Óbidos. 

Saímos de Lisboa e pegamos a estrada para Fátima. Foram 127km de uma estrada muito agradável até chegarmos ao nosso primeiro destino. Chegando em Fátima logo percebi que o Santuário de Nossa Senhora de Fátima era mesmo o único responsável pelo turismo na cidade. Não que a cidade seja feia, é bem bonitinha e simpática, mas não tem nada de mais.

O Santuário é bonito e tinha uma energia bem boa, mas o passeio tem um significado mais real e especial mesmo para pessoas muito católicas. Gastamos mais tempo em Fátima escolhendo os presentes para levar para a família, mil e um terços, medalhinhas, etc, etc. Ficamos por volta de 2h30min em Fátima e entramos no carro para seguir viagem para Óbidos. A distância entre as duas cidades é de 88km, levamos mais ou menos 1h para chegar ao nosso segundo destino.

A atração principal de Óbidos naquele final de semana era o Festival Internacional de Chocolates. Era o penúltimo dia do Festival e a cidade estava bastante cheia. Estacionamos o carro e fomos caminhando pela rua principal em direção à entrada do evento e, se não fosse a chuva e a quantidade de pessoas tumultuando o caminho, tudo teria sido muito agradável. A cidade é muito linda, muito mesmo. Toda com ruas de pedra, com bequinhos bem charmosos, um artesanato local muito bacana. Seria uma mistura de Ouro Preto e Tiradentes, só que em miniatura e com um lindo e enorme Castelo abraçando a cidade.

No caminho para o Festival, decidimos almoçar em algum lugar e, depois de muito procurar por algum preço que coubesse nos nossos bolsos de intercambistas, encontramos um bar medieval bem interessante em um dos becos da cidade. Tirando o péssimo atendimento, foi um bom achado, pois a comida estava boa e o lugar era muito diferente: tudo de madeira e pedras, com uma luz bem baixa, com um tronco de árvore gigante atravessando o bar, as mesas e cadeiras bem baixinhas, me senti quase um hobbit ali.

Saímos de lá e finalmente chegamos ao Festival pelo qual pagamos 7 euros para entrar. Foi uma das maiores decepções de toda a minha vida: o chocolate vendido era horrível, havia a promessa de super esculturas de chocolate que não passavam de uma pequena sala com algumas esculturas bacaninhas. E o pior de tudo foi o fato de termos que pagar 7 euros apenas pra entrar lá dentro e ainda ter que pagar por tudo que quiséssemos consumir. Definitivamente o preço da entrada estava muito desproporcional ao que o Festival estava oferecendo. Se a entrada fosse 3 ou 4 euros, eu não teria achado tão ruim de pagar. 

Apesar disso, foi divertido e valeu a experiência, pois a companhia era muito boa e Óbidos realmente mereceu a visita. Não posso deixar de falar da danada da Ginjinha de Óbidos, um licor típico da região, servida no copinho de chocolate: uma delícia. Vou ver se levo umas garrafas pra vocês provarem ai no Brasil.

No total a viagem saiu a 18 euros para cada um, e isso porque as estradas portuguesas estão cheias de portagens (os pedágios daí do Brasil) que encarecem um tanto as road trips. Ainda assim, valeu à pena o preço, pois algumas excursões de Lisboa para o Festival em Óbidos, por exemplo, estavam cobrando por volta de 23 euros. Com 18 euros conhecemos duas cidades e ainda fizemos nosso roteiro como bem entendemos.